Manutenção preventiva e corretiva: principais diferenças

O que é mais importante, prevenir ou corrigir? A segurança deve vir sempre em primeiro lugar, seja qual for a área da empresa. Apesar disso, muitos gestores ainda amargam prejuízos desnecessários quando o assunto é manutenção dos equipamentos industriais. O perfeito funcionamento das máquinas é essencial para uma linha de produção de qualidade, por isso a manutenção deve fazer parte do planejamento anual do empreendimento. Veja aqui o que são e como a manutenção preventiva e corretiva influencia na competitividade no mercado.

 

Manutenção preventiva – Economia e produtividade à vista

Há muito tempo não se discute mais se a manutenção é ou não um gasto necessário – hoje sabe-se que, sem ela, não há sustentabilidade na indústria. Mesmo assim ainda ficam dúvida em qual delas deve-se garantir maior aporte. No entanto, a manutenção preventiva e corretiva podem ter resultados – e gastos bastante diferentes e significativos para a saúde financeira da empresa.

A manutenção preventiva, como o próprio nome diz, procura evitar ou minimizar efeitos de uso, probabilidades de falha e/ou degradação do serviço prestado. Ela é uma intervenção prevista, calculada com base no uso do equipamento ou máquina. Por isso, nessas inspeções sistemáticas procura-se evitar problemas futuros que possam prejudicar a segurança, a linha de produção ou a qualidade o produto.

A ideia é, portanto, evitar um defeito antes mesmo que ele ocorra, através da substituição de peças antes do fim d e sua vida útil, calibragem de equipamentos, aferição de instrumentos etc. os serviços preventivos podem então ser estabelecidos de acordo com as unidades do calendário (determinado dia da semana, por exemplo) ou por períodos de uso, como quilômetros rodados, horas de funcionamento etc.

Dependendo do ramo do negócio a manutenção preventiva pode ser sistemática ou condicional, quando está relacionada ao estado do bem. Neste caso ela deve ocorrer quando o equipamento começa a deixar de responder aos níveis normais.

 

Manutenção corretiva – Custo maior e emergencial 

Ao contrário da preventiva, a manutenção corretiva tem um custo maior, já que geralmente é realizada em caráter emergencial por falha, defeito ou fim da vida útil de alguma peça que leve à parada do equipamento.

Dependendo do problema e do tipo de conserto, o período ocioso da máquina pode acarretar em sérios prejuízos, causados pela interrupção da produção, atraso na entrega, descumprimento de cláusulas contatuais, aluguel da máquina ou substituição por uma nova. Não é incomum que a falta de manutenção preventiva acarrete na quebra de uma única peça que invalide todo o equipamento, por exemplo.

Como os reparos geralmente são feitos emergencialmente, há também maior (re)trabalho do pessoal na manutenção, o que contribui para o desgaste físico e mental dos funcionários encarregados. Há ainda aumento do risco de acidentes de trabalho, já que há pressão para retornar o equipamento em condições de produção e também por conta do seu mau funcionamento inesperado. Apesar de mais comum, a manutenção corretiva só ocorre quando a manutenção preventiva não é realizada da forma adequada ou é inexistente.

 

Vantagens da manutenção preventiva

A manutenção preventiva oferece diversas vantagens. Como pode ser programada, por exemplo, é possível adaptá-la ao calendário para dias ou horários que não atrapalhem o processo de produção. Para isso, deve-se levar em consideração a contratação de empresas especializadas para garantir a qualidade do serviço e que não haja imprevistos. Estes, por sinal, são considerados uma ação corretiva e não deve ser encarado como parte da manutenção preventiva.

Outras vantagens na manutenção preventiva são a redução do envelhecimento ou degeneração dos equipamentos; redução do risco de quebra dos instrumentos; melhoria das condições de operação; mais segurança para a integridade física de colaboradores e do próprio patrimônio corporativo; melhor estado técnico operacional dos equipamentos; e redução dos períodos de ociosidade por conta na própria manutenção, uma vez que ela pode ser programada.

Enquanto a manutenção corretiva corrige um dano já estabelecido, a preventiva procura evitar o problema e/ou minimiza as suas chances de ocorrência. A médio e longo prazo a manutenção preventiva tem o melhor custo-benefício, já que aumenta a vida longa dos equipamentos, reduz os custos com correções emergenciais e evita perdas em função de desligamentos.

De acordo com as estatísticas, empresas que investem em manutenção preventiva têm resultados financeiros melhores em tempo de disponibilidade, maior tempo médio entre falhas, e, consequentemente, maior produtividade. Há ainda valorização do patrimônio corporativo, que sofre menor desvalorização, agregando valor aos ativos da empresa.

Com isso, a manutenção preventiva ganha cada vez mais adeptas entre as empresas que buscam a sua sustentabilidade no mercado e melhor eficiência energética.

 

E você, já tem programada a manutenção preventiva dos seus equipamentos? Conte para a gente a sua experiência aqui, nos comentários!

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