Calibração de Termômetros. Importância e cuidados.

Parece óbvio que em qualquer laboratório, clínica médica, hospital ou ainda em experimentos de qualquer espécie é necessário o máximo possível de precisão. Imagine o profissional depender de uma temperatura exata de 50º.C, por exemplo, para chegar a determinada substância ou liga, e o termômetro estar marcando 60º.C. A calibração de termômetros, portanto, é essencial para a qualidade de qualquer serviço – e chega a ser uma questão absoluta de segurança, seja ou não na área da saúde.

No entanto, da mesma forma que existem diversos tipos de termômetros, há também gestores que relutam em fazer a calibração com a periodicidade adequada como contenção de despesas ou por não compreenderem que o próprio desgaste causado pelo uso pode interferir no resultado do aparelho. Com isso, todos os resultados ficam comprometidos, resultando em queda da qualidade do serviço, insatisfação dos clientes e perda de credibilidade no mercado.

Quais os tipos de termômetros mais utilizados

Assim, como todo instrumento de medição, todos os tipos de termômetros também devem ser calibrados – à exceção do termômetro líquido em vidro que não pode ser calibrado, apenas apontar o erro.

O termômetro bimetálico ou mola, por exemplo, são amplamente utilizados por serem baratos e fáceis de ajustar, no entanto têm resposta lenta e falta de exatidão.

Os termopares é o sensor mais utilizado na indústria. Ele produz uma tensão proporcional à temperatura através de dois fios de metal diferentes unidos em uma das pontas. Já os RTDs – ou detectores de temperatura de resistência, são mais caros, mas também têm resposta mais rápida e bastante exatidão na medição. Geralmente são formados por fios enrolados de platina.

 

Os termistores, por sua vez, são mais usados em aplicações médicas e que são dispositivos à base de semicondutores que medem a temperatura em uma faixa limitada. E há ainda os dois tipos de detectores de radiação infravermelha, que medem a temperatura sem contato com a superfície. Podem ser câmeras de imagens térmicas ou pirômetros infravermelhos.

Porque fazer a calibração de termômetros

Em muitas situações é necessário o uso de dois ou mais tipos de termômetros combinados; em alguns processos de cura, como a produção de componentes de fibra de carbono para fins automotivos e aeroespacial, a temperatura e a pressão devem ser precisamente controladas ; em outros, é importante documentar a temperatura ou o ciclo térmico ao qual o produto foi submetido; e mesmo naqueles em que o controle de temperatura não é essencial ao desempenho do produto, a repetibilidade é necessária para sua consistência.

Dessa forma, além da calibração realizada antes do primeiro uso, a calibração periódica é necessária em qualquer área de atuação, seja na farmacêutica, alimentícias, siderúrgicas, metalúrgicas, químicas e petroquímicas, entre outras, para manter o bom desempenho e a exatidão das medidas.

Isso porque os termômetros são expostos a atritos, impactos e até quedas, entre muitos outros fatores que podem afetar sua precisão, inclusive o próprio aumento e redução dos níveis de temperatura a que são expostos, além do tempo e frequência de uso.

Dessa forma, a calibração de termômetros em geral aplica normas e valores para ajustar saída e conseguir a precisão especificada. Ela pode ser feita, por exemplo, através de constantes de calibração, processo no qual a temperatura real é medida em graus Celsius, com pontos escalonáveis  que permitem a leitura pelo usuário final.

É bom ressaltar que qualquer sistema de gestão e controle de qualidade exige a calibração dos instrumentos de medição – inclusive dos sensores de temperatura.

 

Frequência e forma de calibração de termômetros

De uma forma geral, fica a critério do usuário determinar a frequência da calibração de termômetros, de acordo com os padrões de qualidade adotados pela empresa ou indústria.

Para que seja definida, no entanto, é interessante observar questões como o uso a que se destina o termômetro, a taxa de desvio, calculada a partir do próprio histórico de registros de calibração, e o risco de dano.

Pode ser possível que em alguns casos, como nas áreas da saúde, essa calibração precise ser feita diariamente ou a até a cada turno.

Há várias formas de fazer a calibração de termômetros. Através da leitura de duas constantes físicas, com calibradores de sonda de bloco seco, através da simulação de sinal elétrico ou com calibradores infravermelhos de bloco negro.

Ainda que por conta do volume de trabalho e indisponibilidade de recursos algumas organizações optem por realizar elas mesmas alguns desses procedimentos, a rastreabilidade NIST só é garantida através da calibração externa, em laboratórios certificados com AS17025.

Dessa forma, os procedimentos documentam os métodos utilizados garantindo sua eficiência e o nível adequado de rastreabilidade NIST, com comunicação de resultados para os clientes, incluindo informações sobre incertezas na medição.

 

É possível ter um trabalho de calibração até certo ponto satisfatório através de um laboratório que não atende aos requisitos da ISO 17025.

No entanto, é sempre bom lembrar que só uma certificação formal assegura ao cliente a adequação dos procedimentos a serem seguidos e evitam o gasto relacionado à verificação que teriam que fazer por conta própria.

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